Atividade desenvolvida no IFMT permitiu que alunos escolhessem como seriam avaliados, resultando em trabalhos criativos, uso de tecnologia e aprendizagem colaborativa.
Uma proposta pedagógica diferenciada desenvolvida pela professora Aline Magela, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus Campo Novo do Parecis, tem se destacado pelo engajamento e protagonismo dos estudantes dos 2º e 3º anos nas aulas de Geografia.
A atividade inovadora consistiu em oferecer autonomia aos alunos para escolherem como gostariam de ser avaliados ao longo do primeiro bimestre. Entre as possibilidades, estavam seminários, produção de vídeos, podcasts, provas orais e escritas, elaboração de jogos e até o desenvolvimento de experimentos. “Mais do que avaliar conteúdos, buscamos oportunizar aos estudantes a escolha de caminhos para demonstrar o que aprenderam”, destaca a professora.
Autonomia e protagonismo estudantil
Além de decidirem o formato das atividades, os estudantes também puderam escolher os temas com os quais tinham mais afinidade dentro dos conteúdos trabalhados. “Quando o estudante se reconhece no tema que estuda, o envolvimento acontece de forma mais significativa”, explica.
O resultado foi um alto nível de engajamento, refletido em trabalhos que demonstraram aprofundamento nas pesquisas, criatividade, organização e fortalecimento do trabalho em equipe. “O que vimos foi um movimento de protagonismo, em que os alunos se colocaram como sujeitos ativos no processo de aprendizagem”, ressalta.
Criatividade, tecnologia e sustentabilidade
Entre os destaques estão os jogos educativos desenvolvidos pelos alunos, incluindo jogos de tabuleiro e cartas que abordaram conteúdos geográficos de forma lúdica e interativa. Parte dos materiais foi produzida com itens recicláveis, evidenciando a preocupação com a sustentabilidade. “A criatividade apareceu não apenas nos formatos, mas também na consciência ambiental presente em muitos trabalhos”, pontua.
Os momentos de teste dos jogos envolveram toda a turma, promovendo interação, aprendizado colaborativo e dinamismo nas aulas.
Outro ponto alto foi a apresentação de uma peça teatral pelos alunos do 2º ano do curso de Manutenção e Suporte em Informática (MSI), além da produção de podcasts e videocasts.
Já um grupo do 3º ano utilizou conhecimentos de programação para desenvolver um jogo virtual, integrando conteúdos de Geografia com habilidades técnicas do curso.
Aprendizagem além da sala de aula tradicional
Durante o desenvolvimento das atividades, os estudantes também utilizaram ferramentas tecnológicas como apoio pedagógico, incluindo pesquisas digitais e recursos de inteligência artificial, sempre mantendo o protagonismo na construção dos trabalhos. “As tecnologias foram incorporadas como aliadas do processo, ampliando possibilidades sem substituir a autoria dos estudantes”, afirma.
A experiência demonstrou que o aprendizado pode ir além da memorização de conteúdos, explorando diferentes linguagens e formas de expressão. “Quando o aluno percebe que pode aprender criando, experimentando e colaborando, o conhecimento ganha outro significado”, conclui.
A iniciativa reforça o compromisso do Instituto Federal de Mato Grosso com práticas pedagógicas inovadoras, que estimulam a criatividade, o pensamento crítico e a participação ativa dos estudantes. Para conferir os registros das produções e dos momentos das atividades, acesse a pasta disponível no Google Drive (clique aqui).

