O IFMT Campus Campo Novo do Parecis sediou, no dia 8 de dezembro de 2025, a solenidade de apresentação dos resultados da Primeira Etapa do Programa Solo Vivo e o lançamento da Revista Digoreste – Edição Especial “Solo Vivo”, consolidando-se como um dos principais polos de referência técnica, científica e institucional do projeto em Mato Grosso.
O Programa Solo Vivo, iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o IFMT, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri-MT) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do IFMT (FUNADIF), tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar, promover práticas agrícolas sustentáveis e garantir a segurança alimentar das comunidades rurais.
Papel estratégico do Campus Campo Novo do Parecis no Solo Vivo
O Campus Campo Novo do Parecis desempenha uma função central no projeto, sendo um dos responsáveis — ao lado dos campi Juína e São Vicente — pela parte analítica do Solo Vivo. Cabe à unidade realizar a análise química completa e a análise granulométrica das amostras de solo coletadas em assentamentos de diferentes regiões do estado.
Após a análise laboratorial, os dados são inseridos no SolIF, software desenvolvido pelo IFMT Campus Juína. A ferramenta permite o mapeamento detalhado das condições dos solos e auxiliará na identificação de culturas adequadas para cada região, oferecendo recomendações técnicas que orientam o manejo sustentável e o aumento da produtividade da agricultura familiar.
A professora Franciele Caroline de Assis Valadão, com mais de 12 anos de experiência em análise de solos, é uma das responsáveis pelas atividades do projeto no campus. Ela destaca o papel de excelência do Laboratório de Análise de Solos do IFMT Campo Novo do Parecis, que possui selo de qualidade da Embrapa e já opera com rotina consolidada há dois anos. Segundo ela, o Solo Vivo representa um marco institucional. “O Solo Vivo proporciona uma integração inédita entre alunos, servidores técnicos e docentes. Todos estão colaborando mutuamente, sem competição, fortalecendo o crescimento profissional e consolidando o IFMT como referência”, afirma a professora.
Franciele também enfatiza que o laboratório é fundamental para a recuperação de áreas produtivas degradadas. “As áreas de Mato Grosso têm alto potencial agrícola, mas, quando mal manejadas, perdem produtividade. O Solo Vivo vem justamente para orientar o uso correto dos solos e devolver capacidade produtiva aos pequenos agricultores.”
Resultados da 1ª etapa apresentados no campus
Durante a solenidade, foram destacados os resultados alcançados ao longo do ano:
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1.620 amostras de solo analisadas;
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685 famílias atendidas;
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5.860 hectares beneficiados.
Os números reforçam o impacto do programa na agricultura familiar e evidenciam o papel essencial do IFMT na execução técnica das ações.
Autoridades destacam protagonismo do IFMT
O evento contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que anunciou a expansão do programa para 32 novos assentamentos em 2026, triplicando sua abrangência. Ele destacou a importância do trabalho técnico realizado pelo IFMT. “Não existe agricultura forte sem cuidado com o solo e sem apoio à agricultura familiar”, declarou o ministro.
O diretor-geral do campus, Tiago Alquaz Matias, ressaltou o papel pedagógico do projeto e o protagonismo dos estudantes na execução das atividades laboratoriais e de campo.
Lançamento da Revista Digoreste – Edição Especial “Solo Vivo”
A solenidade também marcou o lançamento da edição especial da Revista Digoreste, produzida pelo IFMT, que reúne metodologias, histórias e resultados da primeira etapa do programa. A versão digital está disponível em: https://ifmt.edu.br/pro-reitorias/proex/

