Iniciativa aposta em oficinas educativas para aproximar alunos do Regimento Disciplinar Discente e estimular reflexões sobre convivência, direitos e deveres no ambiente escolar.
O IFMT Campus Campo Novo do Parecis realizou, na última sexta-feira (19), a primeira oficina do projeto Regimento em Prática, iniciativa voltada à conscientização dos estudantes sobre a importância do conhecimento do Regimento Disciplinar Discente (RDD) e à promoção de uma convivência mais harmoniosa no ambiente escolar.
Idealizado por membros da Comissão Disciplinar Discente, o projeto surgiu a partir da observação de um número significativo de estudantes envolvidos em processos disciplinares. A proposta busca transformar situações relacionadas à indisciplina em oportunidades de aprendizado, reflexão e formação cidadã.
Segundo os professores Aline Magela e Rafael Adão, responsáveis pela iniciativa, o projeto possui caráter educativo e preventivo, superando uma abordagem exclusivamente punitiva. “A proposta é aproximar os estudantes das normas institucionais, possibilitando que compreendam seus direitos, deveres e responsabilidades dentro da comunidade acadêmica, fortalecendo uma cultura baseada no respeito e no diálogo”, destacam.
Formação para além da sala de aula
As oficinas foram estruturadas para promover a participação ativa dos estudantes por meio de questionários, momentos expositivos, debates e atividades práticas relacionadas a situações reais vivenciadas no cotidiano escolar.
Durante os encontros, os participantes refletem sobre temas como convivência coletiva, responsabilidade, respeito às diferenças e consequências de determinadas condutas dentro da instituição. Além disso, desenvolvem materiais educativos relacionados aos temas abordados, que poderão ser utilizados posteriormente em ações de orientação e conscientização junto à comunidade acadêmica.
Para os organizadores, a escola desempenha papel fundamental na formação ética e cidadã dos estudantes, preparando-os para a convivência em sociedade. “O regimento institucional funciona como uma espécie de constituição interna da escola. Conhecê-lo permite que os estudantes compreendam melhor seu papel dentro da instituição e desenvolvam atitudes mais conscientes e responsáveis”, explicam.
Primeira oficina reuniu especialistas e professores
A primeira edição do projeto contou com a participação da Dra. Izabella Pacheco Coelho, assessora jurídica do Ministério Público de Mato Grosso, que abordou temas relacionados ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), direitos, deveres e penalidades.
Na sequência, os professores Aline Magela, Jonathan Zangeski, Vanessa Polli, Rafael Adão e Thábata Pacheco conduziram discussões sobre aspectos do Regimento Disciplinar Discente, com destaque para direitos, deveres e vedações previstas na normativa institucional.
Também foram apresentadas situações-problema inspiradas em ocorrências que costumam ser registradas no campus, estimulando os estudantes a refletirem sobre suas atitudes e responsabilidades à luz das normas institucionais.
Impacto na convivência escolar
Inicialmente, as oficinas serão realizadas uma vez a cada bimestre e direcionadas a estudantes encaminhados pelas coordenações de curso e setores responsáveis, especialmente em situações envolvendo infrações disciplinares classificadas como médias, graves ou gravíssimas.
A expectativa da equipe organizadora é contribuir para a redução de reincidências e para o fortalecimento de um ambiente escolar mais acolhedor, seguro e colaborativo.
Além dos estudantes, o projeto também conta com o envolvimento de servidores técnicos administrativos e docentes na elaboração de materiais, organização das atividades e desenvolvimento de ações educativas.
A proposta permanece aberta a novas formas de participação e poderá ser ampliada futuramente para toda a comunidade acadêmica, por meio de palestras, campanhas educativas e outras ações de conscientização.
Construção coletiva
Para os organizadores, o sucesso da iniciativa depende do envolvimento de toda a comunidade institucional. “O projeto nasce da compreensão de que a convivência escolar é uma responsabilidade coletiva. Mais do que tratar infrações, queremos fortalecer uma cultura institucional baseada no respeito, na responsabilidade, no diálogo e na valorização das diferenças”, ressaltam.

